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Personagens

Manu é um portugues radicado no Brasil que mete o nariz onde não é chamado. É frila e amigo da Dona Marisa Letícia, com quem joga caixeta. Namora Pérola, uma linda moreninha de olhos azuis, que ele resgatou de uma cabine de pedágio.

Izzy é primo de Manu. Rico, ganha dinheiro fabricando jacarezinhos para imitar camisas Lacoste. Tem uma casa em Brasília, que cede para Manu morar.

Leopoldo, O Implicante, é aposentado da receita federal. Ama e odeia na mesma proporção. Casado com Dna. Noêmia, que é sua paciente interlocutora. O casal tem dois filhos: Leozinho e Marina, que namora Izzy.

Leandro é solteiro e gosta de se vestir com camisa social branca, com a gola fechada, assim como os punhos. Canta no coral da igreja e anda de bicicleta com protetor de calça. À noite, costuma frestiar um casal de vizinhos exibicionistas.

Jota, O Motoboy, morreu pela gripe suína. Uma equipe médica retirou sua genitália e transplantou-a em um executivo blumenausense chamado Hans.

Hans, O Transplantado, é um filho de descendentes alemães e herdeiro de uma grande malharia. Foi assaltado em Curitiba e levou um tiro de escopeta nas partes.

Recomendo:(ordem alfabética)
Aqui Não Dá
Dudu Oliva
Emanuelle Oliveira
Novas
Trem Azul
Tudo Sobre Ivy


Contos e Crônicas
(Pelo Fim da Voz do Brasil)
Bosco


08/02/2010
Pensamentos de Leandro


Ingressei, orgulhosamente, no MTS: Movimento dos Tem Serra.

Bosco | comentários(0)



07/02/2010
Pensamentos de Leandro


Que mais faz o Governo além do PAC? Nada. Portanto, PAC é um rótulo para as coisas que o Governo já deveria estar fazendo. Só isto!

Bosco | comentários(1)



06/02/2010
Leopoldo, O Implicante


- Quem casa, é igual passarinho que come pedra: sabe o cu que tem.
Assim, Leopoldo abriu sua palestra na Igreja do bairro, aquela onde havia dedicado mais de trinta anos de serviços.

Na seqüência, Leo complementou:
- Você conhece seu cônjuge? Você acredita piamente em tudo o que seu cônjuge diz? Seu cônjuge, no fundo, no fundo, é uma pessoa estranha que você adota para viver ao lado, tal qual fosse uma criança do Haiti. A diferença é que você não come a criança do Haiti.

A platéia da igreja se assombrava com as palavras daquele indivíduo de cabeça branca que se aproveitava da oportunidade para ter um microfone na sua frente e destilar verdades.

- Você, que é homem, tem certeza que todos os seus filhos são realmente seus?

Leopoldo disse aquilo e soltou seu olhar para a platéia, escaneando todos os assentos, à procura de cumplicidade. O que viu, no entanto, foi preocupação. Ninguém tinha certeza de nada. Leopoldo aproveitou a deixa, que ele já previra e emendou:
- Nós não sabemos nada sobre nós mesmos. Se um ET quisesse me imiscuir entre nós, o caminho estaria aberto. Não há uma senha humana universal, simplesmente porque nossa abrangência cognitiva é tão diminuta que não admitimos a hipótese de vida extra-terrestre ao mesmo tempo em que, ironicamente, nos sentimos romanticamente inebriados pela imensidão sideral. Adoramos adorar uma estrela qualquer.

A platéia da igreja se sentia incômoda. O padre se arrependia de ter convidado aquele senhor que, sistematicamente, assistia à missa todos os domingos, para fazer a liturgia da palavra. Leopoldo não parava:

- Você teria a coragem de mandar fazer o exame de DNA nos seus filhos? Custa menos do que um PS2. Você não faz porque tem medo do resultado. Ou então porque assumiu que filho é aquele criado e não necessariamente aquele concebido. Você já sabe qual é o pecado da carne. Você sabe qual é a dúvida. Cada vez que você se sente deprimido ou deprimida, você tem tendências a fazer alguma coisa condenável. Se você assume que tem esta tendência, terá que assumir também que as pessoas que o cercam também terão a mesma tendência. E, aí, a dúvida. A crueldade desta dúvida jamais será aguda. Sua característica será sempre crônica, homeopática, imperceptível. Quando você quiser corrigir seus problemas, sempre será tarde. Bom dia, bom domingo.

Assim, Leopoldo terminou sua primeira e única participação na missa da igreja de seu bairro.

Bosco | comentários(0)



03/02/2010
Manu Enche o Tanque


Manu parou no posto combustível. Seria a primeira vez que colocaria gasolina no seu Celta powerflex. Estava meio apreensivo porque o vendedor do carro havia dado uma série de instruções sobre o que fazer naquele momento e ele havia entendido à época mas agora já não lembrava bem. Perguntou ao frentista:
- Como é que é aquele negócio de trocar de combustível?
- Ah, é simples. O senhor põe o combustível trocado e sai andando. Só pára quando o marcador estiver marcando cheio.

Manu pensou Pô, se eu encher o tanque, o marcador vai marcar cheio sempre. Mas, como uma ovelhinha, escutou a sapiência do frentista como se fora ele um expert em motores flex. Enquanto a bomba bombeava, o marcador se movia para a direita, até encostar no FULL. Manu pensou Foda-se, vou agir com naturalidade e pronto.

Saiu e ficou o tempo todo olhando para o marcador. Foi então que sentiu algo maravilhoso, que vinha sendo acumulado por anos de negligência: A sensação de tanque cheio. O tanque cheio deu a ele o prazer da plenitude. E Manu pensou De onde vem isto? Será a sensação de poder pagar, como é também o prazer que eu sinto depois de pagar uma conta atrasada? Não, não é a mesma coisa. É mais parecido com a sensação de sair com o carro recém lavado, brilhando, tinindo. Mas, e porque esta sensação tão boa?

Manu começou a filosofar sobre o prazer do tanque cheio. Talvez fosse a liberdade de ficar um bom tempo sem ter que freqüentar o posto de gasolina, aquele local estranho, mal cheiroso, com gente que atende de forma rápida e impessoal. Seria o desempenho do carro que funciona melhor porque a bomba de gasolina fica mais eficiente para inundar a injeção eletrônica?

Depois de muito pensar, Manu decidiu-se. O prazer do tanque cheio acontecia porque havia a sensação de que, naquele momento, ele tinha autonomia para fugir para bem longe de todos os seus problemas.

Bosco | comentários(0)



03/02/2010
Pensamentos de Leandro

Os 27% de Dilma lembram aquele 1x0 do Grêmio no primeiro tempo da final contra o Flamengo (em vários sentidos).

Bosco | comentários(0)

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